segunda-feira, 13 de setembro de 2010

tempo



Doem as costas
Elas que carregam o passado
Sintomas dos caminhos percorridos


Sem arrependimentos

Uma reflexão apenas




terça-feira, 3 de agosto de 2010





Na próxima sexta, dia 6, completam-se 65 anos do ataque nuclear à Hiroshima. 65 anos sem ninguém ser responsabilizado. Um 'acordo-de-paz' forçado e destruidor; oportunista e genocida, tão em sintonia com a guerra que o predecedeu quanto com a politica de imperialismo e conquista pós-guerra. A história como nos é contada, perdoou os assassinos e resolveu esquecer as 90 mil pessoas pulverizadas instantâneamente e as 200 mil que pereceram lentamente devido às queimaduras e ao câncer. 'Guerra é assim mesmo' nos dizem; mas quem faz as guerras? À quem elas servem? Quem elas matam?


Nesta sexta estará rolando uma GIG em memória à Hiroshima. O som vai rolar ali no EntreBar, na josé do patrocinio, 340, apartir das 22h, com as bandas

CHANGE YOUR LIFE
GRITOS DE ÓDIO
CONDUTA DESTRUTIVA
PROTESTO GASGUITA
NO MASTERS
FERIDA

Tudo isso por R$3
e + bancas de materias feministas/faça-você-mesm@/anarcopunx/contracultura.....
Apareçam!!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

uivo


"Embrace the wind with both arms
Stop the clouds dead in sky
Hang your head no more
And beg no more
Brother Wolf and Sister Moon
Your Time has come
Brother Wolf and Sister Moon
Your time has come and the wind will blow my fears away
And dry my tears away
And the wind will will blow my fears away
And dry my tears away"


lembrei do uivo.
lembrei da música...
que quando adolescente ouvia...
ainda ouço...
não importa.
desde que seque minhas lágrimas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

[Berlin] fachada de uma squat


Fachada que retrata realidades








Realidades do confronto












quarta-feira, 26 de maio de 2010

Aridez

Sem ar para respirar
Nem caminhos a seguir...

Aridez

Incluindo nossas almas

Secas

Apesar dos corações em fogo



Ardendo, querendo vingança.

terça-feira, 4 de maio de 2010

colocando em palavras......em imagem.....



Feminismo é o sentimento e luta contra o que nos oprime, contra a idéia de que nós mulheres somos seres inferiores. Nunca me senti assim, nunca acreditei que meus pensamentos, vontades, necessidades e atitudes devessem ser limitados pela minha condição biológica.
Feminismo é a não limitação de si mesma e lutar para derrubar os muros erguidos pelo patriarcado, que se estendem em todas as esferas das nossas vidas de forma a nos subjugar, discriminar, objetificar nossos corpos, tirar nossa autonomia e auto-confiança, para que sejamos eternas escravas e dependentes dos que detêm e querem manter o poder.
Feminismo é a resposta a exploração e a violência física e psicológica das quais sofremos. É retomar o que nos é tirado todos os dias. Feminismo é libertação. Feminismo é liberdade.

sábado, 17 de abril de 2010

existe politica além do voto! evento com 7 bandas incluindo Darge do Japão




a banda DARGE, de gifu – JAPÃO, vem no final do mês ao brasil para uma turnê por SP, GO, SC e toca também aqui em porto-dis-alegre. eles fazem um som punk d-beat influenciado tanto por bandas japonesas quanto pelo som punk 80 aqui do brasil.

aqui a gig é uma ação conjunta agilizada por nós, o coletivo ação antisexista, coletivo mentes plurais e outrxs individuos, cooperando com o pessoal que organiza nas outras cidades pra dividir os custos e tornar possivel que a turnê chegue em mais lugares. vão tocar também a GRITOS DE ÓDIO, a PROTESTO GÁSGUITA, CONDUTA DESTRUTIVA, NO MASTERS, THRASH e FERIDA.

a gig tem como tema a campanha pelo voto nulo: apesar de estarmos ainda no início do ano, a pressão das campanhas eleitoreiras já é sentida e mais uma vez seremxs massacradxs pelo marketing bilionário que impulsiona a briga entre xs mesmxs adversárixs de sempre lutando apenas em defesa de seus próprios interesses. tentarão nos enganar e nos convencer que a única forma de se fazer politica é através do voto, elejendo quem não defende nossos interesses e delegando o poder de descisão sobre nossas vidas, mentes e corpos à terceiros. dizemos que não: EXISTE POLÍTICA ALÉM DO VOTO!

segunda-feira, 15 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março - Cada rosto coberto Cada pulso erguido

Mais um dia 8 de março. E muitos virão. Pois a luta é inevitável e a realidade precisa ser alterada.
Mais um dia. Não para comemorar. Para resistir à opressão e lutar.

E cada rosto coberto, cada pulso erguido representa todas mulheres. Oprimidas, violentadas, discriminadas, ameaçadas,não ouvidas. Repudiamos o patriarcado, lutaremos até que nenhuma mulher seja subjugada. Lutamos porque essa é a nossa realidade, cruel. Porque é impossível seguir em falsa igualdade alcançada apenas no contexto capitalista de que hoje a mulher conquistou seu espaço. Primeiro porque isso não é a realidade de todas, nem em todos os setores de suas vidas. Segundo porque não queremos nos igualar aos conceitos opressores de uma sociedade baseada na competitividade e na falsa democracia.

Não queremos alternância de poder, queremos derrubá-lo. Acreditamos na autonomia, liberdade e horizontalidade.
Não vamos nos calar e manter a ordem, ao contrário seguiremos confrontando. Todos os dias, porque assim se faz necessário.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Presentes e desafios




A imagem é turva. Mas a cor reflete.Agora a volta . A busca de um lar, pois a estrada assim foi por mais um tempo,e foi caminho, dia e noite,o alimento,e onde repousávamos quando cansadxs. Mudando a direção ao mesmo tempo que percebíamos que a luta estava no vivenciar e compartilhar. As vezes fomos pegxs de surpresa...expectativas...mesmo procurando não tê-las...presentes e desafios...
Não tem como saber, não é preciso. Preciso foi estar lá. E você estava...então foi completo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

frutos


esta noite eu sonhei.
tomates nas árvores e doces também. ameixas vermelhas. além do abacateiro que insitiu em viver. forte.
feliz dia teu.

domingo, 14 de junho de 2009

quando.
quando o tempo passa,
a dor amortece mas tá lá guardada
memória






então quebro o silêncio...





sexta-feira, 6 de julho de 2007

Pai


O caminho do exílio pode ser muito longo
e o retorno demasiado áspero
talvez um dia retorne
talvez retorne um dia
não estarão entre os vivos alguns amigos
e outros me esquecido
ou esquecidos por mim
da minha rota o Norte
a tua imagem junto ao mar
os olhos em lágrimas
a certeza da minha volta
sem qualquer movimento das mãos
sem qualquer palavra de adeus.



de A imutabilidade do gesto

helio a. rodrigues (1938-2007)



saudades demais



quarta-feira, 27 de junho de 2007

É hora


Rever. Sempre rever. E então desconstruir. Tudo o que aprendeu agora tente esquecer.

Está na hora de acordar. Levante. Quando voltar a deitar que seja para descansar. Não para ficar matutando.

Quero ser corajosa, mas quero ter misericórdia. Ou não?

Quero sim que não se sofra mais. Que não se aflija mais. Que não haja perigo. Que não haja castigo.

quinta-feira, 17 de maio de 2007


Pedalando, sentindo, pensando. A noite caiu cedo hoje e acabei passando por lugares muito escuros e ermos. Crepúsculo. Noite. Belo, terrível. Só carros que passam apressados e muito perto. Estava chuviscando, chove desde ontem. Tudo molhado. Buracos, poças. Cidade para carros apenas. E o frio e a chuva já caindo na cabeça daquele que não tem teto. O único que estava na rua. Cidade para ricos apenas. Insegurança por não ver ninguém. Insegurança quando vejo alguém.

Seguros em seus carros e nas trancas de suas casas alguns nunca saberão.

Mas assim prefiro. Cheia de barro, molhada e suada. Assim eu pulso.

domingo, 6 de maio de 2007

Deixe entrar e mostre sua indignação!

Dia cinzento. Entra o vento pela janela. Mais uma vez. Também pela janela vem uma idéia, ou uma semente de uma idéia, de como poderemos resolver nossos problemas. De como poderemos enfrentar todas aflições. Pela janela entra um recado, de que devemos nos posicionar. É difícil eu sei. Mas devemos sim.

Eis que pela janela chega uma mensagem, muito bonita, uma chamada, para nos encontrarmos no dia 7 de junho. Todos. Vamos às ruas para então fazermos valer nossas escolhas, nossa não escolha, porque não podemos mais deixar que outros decidam os rumos do planeta, das nossas vidas. Dia 7 de junho todos nas ruas para manifestarmos nossa indignação e revolta contra o G8!! Nós só precisamos nos mobilizarmos, nos encontrarmos e estarmos juntos.

Deixe entrar pela sua janela, essa vontade. E que ela se instale e vc perceba o quanto vc é importante nesta luta.

Essas quatro paredes....

Obrigada “seja a ameaça” (http://www.fotolog.com/molusculo) pela chamada e inspiração. E eu aqui também quero divulgar esta outra chamada, também para o dia 7 de junho! http://www.youtube.com/watch?v=EwHlbBbZNT4

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Como é quando...

Penso na estrada. É como voar,é como voar!
Levar quem sabe a revolução que tem dentro de mim. Encontrar dúvidas...e respostas.
A cama é o chão, ou o banco, com sorte o sofá em um canto qualquer, com mais sorte ainda a grama.
Na estrada penso no que vejo passar e sinto passar e não deixo passar eu vivo o passar.
Experimento, cheiro e dou um grito silencioso de satisfação.
Posso por vezes me afastar. Me afastar. E voltar mais forte, mais segura. Sim ,é isso que estrada me faz!
Amiga conselheira também te tornas desafio e incerteza. Então daí aprendo a te respeitar estrada, aprendo a me respeitar.

Correr,correr! Não é fugir, antes que alguém o diga, é ser livre!!

E se você estiver lá vai ser completo, se você não estiver vai ser necessário.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Mesmo que não encontre resposta

Deveríamos lutar. Pela mudança, pelo que acreditamos, pelo que somos de fato. Deveríamos lutar. Para fazermos o que é preciso, o que for preciso. Deixar o desnecessário, quando realmente assim o for, porque há quem confunda o que necessidade significa. Ainda que necessidade seja diferente para cada um.Deveríamos lutar. Para não sermos tomados pela frustração e apatia.

Sabemos pelo que lutar? Temos algum sonho ou ideal? Queremos objetivamente alcançá-lo? Ou estamos apenas torturando as pessoas com nossos caprichos porque não sabemos de nada ,não buscamos nada além de auto afirmação? Pergunte-se.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Sopra Reafirma Limpa


Chegou o vento. Frio. Mas isso não é ruim. Carrega frescor e esperança. Traz ares de outros lugares que podíamos ir.Mas enquanto não, ele sopra no meu rosto. Sopra segredos, reafirma a luta que nunca pode ser esquecida, limpa meu pulmão.

Se em alguns momentos está difícil pra você, é porque você cresceu e vê. Mas não vai ser sempre assim. Não se preocupe, não há o que temer mais, só continuar resistindo.

Vai dar tudo certo. Tudo certo. confie no vento.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Condição


Cheguei salva,mas essa tristeza me consome por saber que nada do que tenho feito ou do que eu faça mudará minha condição.

E a cada dia que passa mais certa estou de que a luta é diária, inevitável, necessária e dolorosa. E eu não queria que fosse assim. Mas é. Não quero cultivar a dor, mas ela está presente e por isso suporta-la não é uma opção, é o que restou. Se você sabe que eu já disse isso, não importa, encare como uma convicção.

Cheguei salva mas sei que muitas não tiveram a mesma sorte essa noite. Então não é possível sentir alívio pleno.

Temos tentado, tenho tentado.

Acordo e sigo. Tenho que construir barricadas. Sério. Algumas construí ao longo da minha vida. Não que eu quisesse. Sim, verdadeiras barricadas para impedir humilhação, desrespeito, invasão...Nem sempre vamos ser compreendidas quando tudo se confunde com o que está estabelecido de tal forma que faz cegar. Mas eu não posso esquecer que tenho que construir uma barricada materializada para que ele não entre.

Cheguei salva,mas não sei se sã. E em meio a tudo escrevo, busco água de galão na rua, pedalo, ouço música, discuto, arrumo tijolos, faço carinho na cadela, no cão, no gato, no outro gato, leio, busco verduras e frutas que sobram das feiras. E acabo me esquecendo e me sinto igual. Mas não sou.

Volto pra minha outra casa onde está o meu filho. Converso. Atenta. Posso relaxar quem sabe. Escrevo de novo. Não gosto de ônibus. Mas tava um tanto tarde pra mim. Pra mim. E para todas as outras.

O que há de bom em sermos o que somos tem um preço muito alto.

Cheguei salva.E pra quem não chegou peço perdão por não ter ajudado em simplesmente nada.